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domingo, 3 de abril de 2011

Ó Filha!

Quando sou brindada com esta expressão “Ó Filha!”, além de uma reacção visceral, o conceito acerca da pessoa que a profere vai para uma espécie de buraco negro – sou primária, reajo tipo cãozinho de Pavlov.

Nem na voz melodiosa e trémula dos idosos o “Ó Filha…” me soa terno.

Nem numa conversa de amigas ou entre mulheres, um “Ó Filha!” me deixa sem prurido.

E se acaso o brinde do “Ó Filha!” é proferido por indivíduo do sexo masculino?
Pronto! Estou perante o meu calcanhar de Aquiles!
(provavelmente, sobre isto será Freud que explica…)
Está o caldo entornado!!!!
O homem morto.

“Ó Filha”… (era) só para o meu Pai.

P.S. - Obviamente que há o “Ó Filha…” dito, redito, nredidito pela senhora minha mãe que de tão dito, com as entoações mais diversas… é bênção.


(imagem da net)