Ai que prazer soltar o mafarrico que me habita.
Que gosto também em libertar o danado do escorpiãozinho.
Porque tirando estes breves segundos, sou uma anjinha... podeis crer!
Há uma FeDora na minha vida de 2ª a 6ª feira.
A FeDora anda em preparativos para uma semana de férias no Brasil.
Assim há oito dias, oito crazy, lazy days... na espera da “hora do despacho”, o assunto da conversa de FeDora são diamantes lapidados, rubis, perolazinhas:
- Comprei três pares de cuecas para levar para as férias.
(FeDora tu não achas que contar esses pormenores, pode levar a que se não imagine só os possíveis pormaiores?)
- Faz frio ou calor no Rio?
(Silêncio)
- Dizem que por lá o tempo está fresco tenho de levar roupa que agasalhe.
... até comprei um bustier lindo, os olhos da cara, 125 euros... como dá para trazer para aqui, depois vêem!
(Poupem-me)
- Eu e o meu marido viajamos muito, sempre os dois... e claro, vão os nossos amigos.
(FeDora sem os amigos a vida era tão vazia, tão chata, monótona, sensaborona, não era?)
- Eu gosto de estar em casa, gosto da minha casa. Eu sou uma mulher caseira.
Se tivesse tempo até cozinhava.
Mas agóra péssual vou sambá!
(Esta é uma preciosidade, um rubi com incrustações de diamantes)
- Ai, estou quasi, quasi de férias.
Vocês, nasceram para isto? Eu não! Eu gosto é que não de cansem a cabeça!
(FeDora… bilú, bilú, bilú!)
Agora, mafarrico para a casota!
Volta anjinha... volta...
Já tenho a auréola sobre a cabeça.
domingo, 10 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Ó Filha!
Quando sou brindada com esta expressão “Ó Filha!”, além de uma reacção visceral, o conceito acerca da pessoa que a profere vai para uma espécie de buraco negro – sou primária, reajo tipo cãozinho de Pavlov.
Nem na voz melodiosa e trémula dos idosos o “Ó Filha…” me soa terno.
Nem numa conversa de amigas ou entre mulheres, um “Ó Filha!” me deixa sem prurido.
E se acaso o brinde do “Ó Filha!” é proferido por indivíduo do sexo masculino?
Pronto! Estou perante o meu calcanhar de Aquiles!
(provavelmente, sobre isto será Freud que explica…)
Está o caldo entornado!!!!
O homem morto.
“Ó Filha”… (era) só para o meu Pai.
P.S. - Obviamente que há o “Ó Filha…” dito, redito, nredidito pela senhora minha mãe que de tão dito, com as entoações mais diversas… é bênção.
Nem na voz melodiosa e trémula dos idosos o “Ó Filha…” me soa terno.
Nem numa conversa de amigas ou entre mulheres, um “Ó Filha!” me deixa sem prurido.
E se acaso o brinde do “Ó Filha!” é proferido por indivíduo do sexo masculino?
Pronto! Estou perante o meu calcanhar de Aquiles!
(provavelmente, sobre isto será Freud que explica…)
Está o caldo entornado!!!!
O homem morto.
“Ó Filha”… (era) só para o meu Pai.
P.S. - Obviamente que há o “Ó Filha…” dito, redito, nredidito pela senhora minha mãe que de tão dito, com as entoações mais diversas… é bênção.
(imagem da net)
Etiquetas:
E o senhor,
olhou para mim e disse: Ó filha...
domingo, 20 de março de 2011
O género é Masculino
Pedro conheceu Maria, mãe de quatro filhos.
Paixão, Amor.
Pedro casa com Maria.
Dois salários magros e a prestação gorda de um T3 necessário para juntar seis corpos a reclamarem.
Não há cortes, voltas ou revoltas, há decisões.
Pedro tem quatro crianças, o(seu) quinto filho não é sonho concretizável naquela família.
E Pedro agarra-se a estes quatro filhos como ao sangue das suas veias, tão seus, tão seus…
a chucha;
os livros para o 2º ciclo;
a febre;
o beijo;
os risos;
o braço partido;
dois pacotões de fraldas;
ganchinho para o cabelo;
sapatos rotos;
cerelac;
Pai!
Pai...
Pedro é do género Masculino…
com a particularidade do complemento circunstancial (estruturado em valores)
PS - Porque há coisas que senão digo, sufoco.
Paixão, Amor.
Pedro casa com Maria.
Dois salários magros e a prestação gorda de um T3 necessário para juntar seis corpos a reclamarem.
Não há cortes, voltas ou revoltas, há decisões.
Pedro tem quatro crianças, o(seu) quinto filho não é sonho concretizável naquela família.
E Pedro agarra-se a estes quatro filhos como ao sangue das suas veias, tão seus, tão seus…
a chucha;
os livros para o 2º ciclo;
a febre;
o beijo;
os risos;
o braço partido;
dois pacotões de fraldas;
ganchinho para o cabelo;
sapatos rotos;
cerelac;
Pai!
Pai...
Pedro é do género Masculino…
com a particularidade do complemento circunstancial (estruturado em valores)
PS - Porque há coisas que senão digo, sufoco.
domingo, 6 de março de 2011
Põe a máscara… Tira a máscara…. quantas vezes se quiser!
Hoje é domingo gordo.
É dia de cozido à portuguesa.
Toca a empanzinar as barriguitas!
Façam assim:
1/2 galinha
300 gr de presunto
1/2 kg de carne de vaca
1/2 orelheira salgada (pequena)
1/2 kg de toucinho entremeado
1 chouriço de carne
1 sanguinha (chouriço sangue)
1/2 kg de entrecosto salgado
2 boas pencas (sabem quais são? … são as couves portuguesas, aquelas que comemos com o bacalhau no Natal)
3 cenouras grandes
1 couve branca (repolho)
6 batatas
Sal q.b
Põe-se numa panela grande a carne de vaca, deixa-se cozer um pouco e depois põe-se a galinha a cozer e tempera-se com sal.
Numa outra panela põem-se as outras carnes que já devem estar bem lavadas, e os chouriços a cozer (não deitamos sal porque as carnes já são salgadas).
Entretanto, põe-se na panela da carne de vaca as cenouras e as pencas, as quais devem estar atadas com uma linha branca para não se perderem; passados 30 minutos, lançamos na mesma panela as batatas inteiras, apenas com um lanho. Deixamos cozer e, quando as batatas estiverem meias cozidas, tiramos da outra panela todas as carnes e chouriços que já estão cozidos e juntamos na panela grande que já tem tudo.
Quando as batatas estiverem cozidas, o cozido está pronto.
Colocamos numa travessa, todas as carnes, os chouriços cortadas aos bocados (toros), as batatas direitas e a hortaliça (sem as linhas) e enfeitamos com a cenoura.
Vai para a mesa bem quente e acompanha com arroz seco.
Se na água do cozido (ou seja da panela grande), acrescentarmos um pouco de feijão branco, já cozido, e um pouco de massa miúda dá uma óptima sopa.
…. e é assim um cozido à moda da minha da família materna.

Depois, lá vem a tia Prazeres, com a travessa do leite creme queimado enfeitado com montinhos torcidos de claras batidas, como só ela o sabe fazer….
(imagem da net, que o nosso mal poisou inteiro, sofregamente era repartido em pedacinhos...)
Ai meus Deuses, meus Deuses, meus Deuses…. que o Carnaval é gordoooo, gordoooooooo, gordoooooooo!!!!
e como digestivo, dance with me:
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Ovelhinha Mé Mé Mé deixou a cerca….
O maioral tosquiou, aparou as unhas.
Reduziu a ração à tabela dietética mínima.
Soprou-lhe os miolos e mimou-a de alfinetes.
… ovelhinha Mé Mé Mé sempre a pestanejar. Ámen…
O orgulho do maioral, o sucesso na arte de bem reproduzir ovelhas, esta Mé Mé Mé.
Quasi, quasi…
"Agora, minha ovelhinha, como maioral do meu rebanho, o retoque, o apuro:
- As ovelhas não falam!
- Vou tirar-te o Mé Mé Mé!“
Ovelhinha Mé Mé Mé, olhou para dentro da cerca, olhou para fora da cerca.
Saiu.
Desta vez não berrou. Nem voltou atrás.
Reduziu a ração à tabela dietética mínima.
Soprou-lhe os miolos e mimou-a de alfinetes.
… ovelhinha Mé Mé Mé sempre a pestanejar. Ámen…
O orgulho do maioral, o sucesso na arte de bem reproduzir ovelhas, esta Mé Mé Mé.
Quasi, quasi…
"Agora, minha ovelhinha, como maioral do meu rebanho, o retoque, o apuro:
- As ovelhas não falam!
- Vou tirar-te o Mé Mé Mé!“
Ovelhinha Mé Mé Mé, olhou para dentro da cerca, olhou para fora da cerca.
Saiu.
Desta vez não berrou. Nem voltou atrás.
(imagem da net)
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Colossais Noites
O que escrevo não é ipsis verbis o que sou.
... é também o soltar do meu Eu fiteiro.
E então quando é o recordar de um sonho em sono agitado por noite de tosse e mais tosse e volta a tossir…
“Bom Dia!... Bom Dia!.. Bom Dia! (mais de vinte bons dias por aquele corredor fora…)
- Entro na minha sala de trabalho e….
… na minha secretária de 1.80x0.80m, recorte de canto e acrescento de 1.20x0.95m, está a minha vizinha do 4ºDto!!!!
- Com aquela juba enorme que ela tem e num vaivém indolente na minha cadeira..
… de perna esticada, sandália lindaaaaaaaaaaaaaa e os deditos do pé a dar a dar, salpicados de um vermelho de esbugalhar.
Chiça que estou a ficar pequenina!!!!! (e juro, nem ela é matulona nem eu franganota)
- Com o indicador direito bem firme, a fulana, aponta-me uma secretariazinha minúscula no fundo dos fundos…”
A tosse nocturna acorda-me.
E o domingo, que é sempre do meu descontentamento, está também carregadinho de pulgas.
Coço-me até 2ªfeira, enquanto não abrir a porta da minha sala de trabalho.
... é também o soltar do meu Eu fiteiro.
E então quando é o recordar de um sonho em sono agitado por noite de tosse e mais tosse e volta a tossir…
“Bom Dia!... Bom Dia!.. Bom Dia! (mais de vinte bons dias por aquele corredor fora…)
- Entro na minha sala de trabalho e….
… na minha secretária de 1.80x0.80m, recorte de canto e acrescento de 1.20x0.95m, está a minha vizinha do 4ºDto!!!!
- Com aquela juba enorme que ela tem e num vaivém indolente na minha cadeira..
… de perna esticada, sandália lindaaaaaaaaaaaaaa e os deditos do pé a dar a dar, salpicados de um vermelho de esbugalhar.
Chiça que estou a ficar pequenina!!!!! (e juro, nem ela é matulona nem eu franganota)
- Com o indicador direito bem firme, a fulana, aponta-me uma secretariazinha minúscula no fundo dos fundos…”
A tosse nocturna acorda-me.
E o domingo, que é sempre do meu descontentamento, está também carregadinho de pulgas.
Coço-me até 2ªfeira, enquanto não abrir a porta da minha sala de trabalho.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Do S. Valentim…
(das comemorações)
Uns gostam, porque têm a “barriguinha cheia”.
Uns detestam, porque têm a “barriguinha vazia”.
Em mim, o dito santo, não me corre nas veias.
Santinho por santinho, prefiro o Sto António. Esse sim, moldado no meu barro.
Assim como assim:
O amor é um pássaro verde num campo azul no alto da madrugada.
… creio-o (ou quero-o) forçosamente simples, inocente, despudorado.
Para todos os Amores num AMOR só,
este lenço dos namorados...
Uns gostam, porque têm a “barriguinha cheia”.
Uns detestam, porque têm a “barriguinha vazia”.
Em mim, o dito santo, não me corre nas veias.
Santinho por santinho, prefiro o Sto António. Esse sim, moldado no meu barro.
Assim como assim:
O amor é um pássaro verde num campo azul no alto da madrugada.
… creio-o (ou quero-o) forçosamente simples, inocente, despudorado.
Para todos os Amores num AMOR só,
este lenço dos namorados...
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