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sábado, 30 de outubro de 2010

Assim, tão simples...

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Quem és tu para me julgar, lambisgóia?

Porventura, sabes que tropecei numa pedra e cai num ribeiro com remoinhos, enquanto tu andavas às violetas?
Bebi tinta da china, enquanto tu tinhas braços às voltas nos teus lindos ombros?

Hoje, apanhei um pombo de asa quebrada.
Enfiei-o entre a camisola e o peito.

Comi gomas no Chinês. E comprei um pacote de leite.
O tempo adoeceu-me.

Lambisgóia, tu não sabes nada de mim!!


[Mais ou menos um monólogo de:
Emília Guerreiro, uma sem abrigo
Praça da Ribeira, Lisboa
Sexta-feira, 29/10/2010, pela noite dentro…]

(imagem da net)